Jovens na Matola – Caravana missionária a Moçambique

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“E por isso seus costumes nunca seriam mais fortes que seu chamado.”

Há dois anos li essa frase em um livro e nunca mais me esqueci. Ela sempre esteve viva em minha memória e vez ou outra a anotava em algum lugar e pensava no quanto essa verdade em forma de palavras precisava ser verdade em forma de vida, na minha vida! Meu chamado deveria ser mais forte que meus costumes e meus privilégios. Clamei e fui atendida.

Deus me levou a Moçambique e possibilitou que eu vivesse a maior experiência de cristianismo, missão e chamado da minha história. Fomos para nos doar, voltamos transbordando. Transbordando graça e misericórdia de um Deus tão grande; transbordando alegria e regozijo de um povo que serve, adora e ama a Deus em qualquer circunstância; transbordando gratidão por conhecer uma igreja jovem que é ensinada, doutrinada e já tem produzido frutos tão lindos e gloriosos; transbordando lágrimas de felicidade e de saudade antes mesmo de irmos embora. Meu Deus, quantos ensinamentos, quanta gratidão por essa experiência.

Com os missionários brasileiros que renunciaram seus privilégios e com os moçambicanos aprendi que a vida com Deus é muito mais feliz e genuína quando mesmo se tendo tão pouco – e muitas vezes nada – se tem tudo quando a gente abre mão de qualquer pequeno conforto para servir ao próximo, para gerar vida, inspirar pessoas e ser instrumento de salvação. Aprendi que cultuar a Deus é festejar, entregar tudo o que somos e render glórias somente a Ele.

Viver e servir a esse povo e com esse povo me fez entender melhor que minhas renuncias são tão pequenas que nunca devem ser motivo de orgulho; que minhas bênçãos são tão grandes que eu nunca devo me esquecer de agradecer; que mesmo quando aos olhos do mundo eu não tiver nada eu terei tudo se estiver com Deus; que a paz que excede todo o entendimento é realidade não apenas na minha vida.

Viver com eles me fez enxergar que eu sou muito mais privilegiada que eu imaginava, não porque tenho mais do que necessito, mas sim porque mesmo sendo tão miserável existe um Deus que me ama e me concede o seu perdão, a sua graça e sua misericórdia todos os dias.

Meus olhos viram um povo que aos olhos do mundo nada tem, e que ainda assim adora a Deus como se fosse o povo mais rico da terra. E verdadeiramente o são. São ricos pois tiveram a sensibilidade e a graça de reconhecer que ter Deus é ter tudo e não necessitar de mais nada. Esse povo é a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para anunciar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz (I Pe 2.9) “e por isso seus costumes nunca seriam mais fortes que seu chamado.”

Obrigada a todos que oraram, acreditaram e investiram na minha vida. Vocês foram instrumentos que proporcionaram que eu realizasse um sonho que nasceu no coração de Deus. Que Deus os recompense com bênçãos eternas. Obrigada  Pr Daniel Nogueira, Cris, Suzelaine, Naum, Abílio e Timóteo por nos acolherem e fazerem da casa de vocês o nosso lar. Vocês são inspiração para minha vida! Obrigada aos meus líderes Caio e Priscila por investirem, acreditarem e não desistirem mim. Não tenho palavras que expressem tamanha gratidão e amor.

Obrigada aos meus amigos missionários e companheiros de viagem Filipi, Fiama, Barbara e Patrícia, foi incrível viver isso tudo ao lado de vocês. Foi Deus que nos chamou! Obrigada a minha família, que me emprestou a Moçambique e entendeu o chamado. Obrigada ao meu Pastor Hilquias que acreditou em mim e foi instrumento de confirmação da vontade de Deus. Obrigada aos meus amigos, a AD Cidade e a todos os que de alguma forma intercederam por essa missão. Kanimambo!

Em Cristo Jesus, autor da nossa fé, 

Eduarda Barreira

Fotos Matola-01

*Kanimambo significa “obrigado” em Xangana, dialeto local da Matola – Moçambique

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