Ataque terrorista em Paris

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Na última quarta-feira, dia 07 de janeiro, o mundo foi surpreendido com o ataque terrorista ocorrido na França. Radicais islâmicos fortemente armados invadiram a sede do jornal satírico “Charlie Hebdo” e dispararam contra os editores e cartunistas.

O atentado que deixou 12 mortos e 11 feridos ocorreu em razão das publicações provocativas realizadas pelo jornal francês, que ridicularizavam a fé islâmica, sendo que a mais desrespeitosa foi uma charge exibida em 2011 onde o profeta Maomé aparece beijando outro homem.

Dois suspeitos de terem praticado a chacina foram mortos pela polícia francesa após serem perseguidos e se esconderem numa gráfica. Eles são irmãos, islâmicos e têm origem argelina. Segundo a polícia, os terroristas gritavam “vingamos Maomé”, enquanto praticavam os assassinatos no jornal e, antes de morrer, teriam dito que queriam morrer como mártires. O serviço de inteligência informou que os suspeitos pertenciam à organização terrorista Al Quaeda, a mesma responsável pelo atentado que derrubou as torres gêmeas no dia 11 de setembro de 2001. Esta informação foi confirmada pelos próprios terroristas, que antes de morrerem ligaram para uma emissora de TV francesa.

A tragédia despertou as mais variadas opiniões ao redor do mundo. Chefes de Estados manifestaram repúdio e realçaram a necessidade de combater o terrorismo. Jornalistas defenderam a liberdade de expressão ainda que seja para expor conteúdo provocativo como o do jornal francês atacado. Populares fizeram vigílias e passeatas na França. Analistas e políticos divergiram: uns consideraram que o ato não representa o islamismo, outros apresentaram um crítica mais severa à religião.

É fundamental destacar neste momento alguns aspectos que os cristãos devem ter em mente. O primeiro é que não admitimos a prática de atos terroristas, sob nenhum pretexto. Um dos mandamentos entregues por Deus a Moisés diz “não matarás”. E Jesus Cristo, no Sermão do Monte, disse que não devemos odiar nem mesmo os nossos inimigos. Em segundo lugar, o verdadeiro cristão, apesar de defender a liberdade de expressão, não pode compactuar com tipo de comportamento demonstrado pelo jornal francês que debocha das religiões por meio de charges. Um terceiro ponto a ser considerado, é que não devemos analisar acontecimentos sob o prisma de ideologias políticas seculares que relativizam os fatos e os analisam conforme as suas conveniências. Nosso ponto de vista deve estar alicerçado nos princípios emanados da Palavra de Deus.

Não podemos considerar que todos os islâmicos aprovam o terrorismo. Inclusive, vários governos e líderes mulçumanos condenaram o ataque. Porém, não se pode negar que nos países árabes há bastante conivência com os atos de violência. Ademais, a própria história confirma que a religião muçulmana tem origem violenta. Uma das grandes diferenças entre o cristianismo e o islamismo é que, quando um islâmico mata alguém, ele está realizando um ato que também foi praticado pelo profeta Maomé, o maior líder daquela religião. Entretanto, se um cristão comete um assassinato ele está fazendo o contrário do que Jesus Cristo fez e ensinou. Jesus pregou o amor, a paz e o perdão. Além disso, ele deu a sua própria vida, ao invés de tirar a vida alheia.

E o exemplo de Cristo tem sido seguido ao longo dos séculos. Os pais da Igreja foram perseguidos e assassinados. Cristãos em diferentes épocas foram presos, torturados e mortos. Ressalte-se que atualmente os países islâmicos executam a maior perseguição aos cristãos da história. Segundo a ONU, cem mil cristãos são mortos por ano por causa da fé e o Oriente Médio, a Ásia e a África são as regiões que concentram essa perseguição. Segundo a pesquisa do site Portas Abertas, dos cinquenta países onde há mais perseguição aos cristãos, quase todos são islâmicos.

Graças a Deus porque a Igreja do Senhor, mesmo com todas estas adversidades, continua cumprindo a sua missão, preparando homens e mulheres e os enviando não para matar ou perseguir, mas para pregar o evangelho de amor e paz. E a Igreja de Fortaleza tem dado a sua relevante contribuição nessa tarefa.          Que possamos continuar colaborando com o reino e orando pela paz no mundo.

André Falcão

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