21 cristãos decapitados

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Aconteceu05-01

O grupo terrorista Estado Islâmico divulgou um vídeo onde 21 (vinte e um) cristãos são decapitados. As vítimas eram egípcias e foram sequestradas na cidade costeira de Sirte, no leste da Líbia.

A gravação, que foi divulgada pelo Twitter, mostra os terroristas encapuzados e vestidos de preto conduzindo os sequestrados vestidos de macacões laranjas, por uma praia deserta. Em um dado momento as vitimas são obrigadas a se ajoelhar e então são decapitadas. Antes de cometerem o crime bárbaro e covarde, os militantes proferem palavras provocativas ao cristianismo e logo em seguida um deles aponta para o norte e diz “Vamos conquistar Roma, com a permissão de Alá”.

O presidente do Egito reagiu convocando o Conselho de Segurança e declarando que iria punir os responsáveis. No decorrer da semana o país bombardeou acampamentos do grupo radical na Líbia.

O Estado Islâmico é um grupo radical  islâmico no Oriente Médio. Seus integrantes o consideram autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo e almejam o controle das regiões de maioria islâmica. Esta facção terrorista se originou de grupos semelhantes como a Al-Quaeda do Iraque, e cresceu bastante após a participação na atual guerra da Síria. Os seus membros obrigam as pessoas que vivem nas áreas sob seu controle a se converterem ao islamismo e a viverem sob a lei da chiaria, o código de leis islâmico. Aqueles que se recusam podem sofrer torturas e mutilações, ou serem condenados à pena de morte. Atualmente, até a própria Al-Quaeda rompeu relações com o Estado Islâmico por considerá-lo excessivamente violento.

Os cristãos assassinados pertenciam à Igreja Ortodoxa Copta. Esta é a Igreja Cristã Nacional do Egito, não vinculada à Igreja Católica Romana. Ela surgiu no século I após a conversão dos primeiros cristãos. Atualmente representa apenas 10% da população egípcia.

As vinte e uma vítimas deste crime brutal entrarão para estatística alarmante de 100 mil cristãos mortos anualmente pela fé, conforme informação da ONU. Segundo pesquisa do site Portas Abertas, dos cinquenta países onde há mais perseguição aos cristãos, quase todos são islâmicos.

A perseguição ao cristianismo remonta à origem da própria Igreja. A bíblia e os historiadores relatam o grande sofrimento da Igreja primitiva. O apostolo Paulo chegou a escrever cartas à Igreja quando estava na prisão. Ele foi preso em Roma e na carta aos Efésios 6.20 declarou ser embaixador de Cristo em cadeias. O apóstolo João escreveu o livro de Apocalipse quando estava preso na ilha de Patmos.  Entretanto, a perseguição à Igreja foi iniciada pelos judeus antes mesmo da conversão de Paulo. Este, inclusive, foi um dos implacáveis perseguidores. Estevão foi o primeiro mártir, sendo morto pelos judeus por apedrejamento.

Ao longo dos séculos os cristãos sofreram opressão e violência de várias formas. Foram expulsos de países, açoitados, presos, torturados e até queimados vivos. Mas, Jesus Cristo disse no Sermão do Monte: “Bem aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus: pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós”.

Esta perseguição sofrida pelos cristãos atualmente é considerada a maior de todos os tempos. Mas, a noiva do Cordeiro não deve temer. Antes, devemos dar graças a Deus, pois como Paulo disse em Romanos 5.1, “nos gloriamos nas próprias tribulações”. Tudo isto é cumprimento das palavras de Cristo. E, por último, não devemos nos esquecer que antes de ascender aos céus, Jesus disse: “eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

André Falcão

Fontes: sites da Folha de São Paulo, Revista Veja, Ultimo Segundo Ig, Gospel Prime, e Portas Abertas.

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