A casa e a pátria

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Aconteceu19-01

A casa onde nasci e passei infância e intervalos da juventude era sem luxo, mas espaçosa e amorosa.
Desde cedo entendi que a nossa casa e o vilarejo ficavam num país chamado Brasil.
Gostar do país fica mais fácil quando a casa é sinônimo de aconchego.
O primeiro despertar de ufanismo estava exposto numa foto em preto e branco da barbearia do lugar, onde aos 6 anos acompanhava meu pai para nos submeter ao ajuste capilar. Tomei conhecimento pela foto, pelos comentários e pelos nomes no rodapé do quadro, que nos gramados da Suécia havíamos conquistado temporariamente com aquele grupo, mais do que um troféu revestido de ouro, mas principalmente a admiração e o respeito do restante do mundo por termos sido habilidosos, competentes e produtivos em favor da Pátria, e agora éramos os melhores.
Na casa espaçosa e amorosa que era o meu mundo não havia rádio, mas tinha lápis, caderno, borracha, carta de abc, cartilha, tabuada, primeiro livro e o livro da história sagrada aguardando serem brevemente manuseados e explorados.
A escritora e articulista Lya Luft diz que “podemos comparar uma casa que seja o nosso lar a um país que seja a nossa pátria: ambos devem nos dar o chão da vida, nos proporcionar oportunidades de viver, atuar e crescer, enquanto nós podemos colaborar sendo afetuosos, gentis e companheiros na casa, decentes e produtivos na pátria. Isso é ser uma família, isso é ser um povo.”
O tempo passou e lá se vão mais 56 anos! Nossa casa nos dá a impressão que diminuiu, mas é pura ilusão de ótica nossa, dos que crescemos. Nossos netos continuam, quando lá passeiam achando a casa espaçosa e cheia de amor.
E o país? Gigantescamente promissor, contudo titanicamente perplexo. Nossa esperança de ver uma terra madrasta substituída por uma PÁTRIA EDUCADORA, torna-se miragem, soando enganoso o “apelativo slogan”.
Alguns em quem muitos confiaram, se atrapalharam gravemente, quando lhes foi concedido o assento de condutores da nação. Vivenciamos a constatação de redirecionamento do que pertencia ao coletivo, para destinos jamais supostos.
Não sabemos se estes que se atrapalharam foram gentis e companheiros na casa, se tiveram família. O que ficamos sabendo pelas coberturas jornalísticas é que tem imperado a indecência e a improdutividade na pátria, desmoralizando um povo. Lamentável seria chegar ao estágio descrito pelo filósofo, escritor e matemático alemão Georg Lichtemberg: “Quando os que comandam perdem a vergonha os que obedecem perdem o respeito”.

Decência e produtividade devotada à Pátria, não é tão fácil como só falar ou escrever. Só acontece a duras penas, com possíveis frustrações, grandes desafios e perigosos riscos.
O que dizer de homens que na atividade abraçada se doam e se destacam para produzir com decência ?
E quando a atividade é denunciar o ilícito ? E quando a atividade é buscar provar a ilicitude aplicando-lhe o corretivo proporcional ?
Inescrupulosamente a inversão de valores tenta tomar de conta do ambiente onde crimes são apresentados como atos heróicos, onde autoridades correm risco de desmoralização por querer combater e punir quem deliberadamente incorreu no erro, onde autoridades são ferozmente ameaçadas por buscar um acerto de contas entre criminosos e uma nação terrivelmente vitimada.
Por que no ” poder” não poderíamos contar com um grupo semelhante ao que estava no quadro da barbearia do longínquo vilarejo, onde suas fisionomias, nomes e comentários nos fizesse reviver o mesmo sentimento de equipe habilidosa, competente e produtiva em favor da Pátria ?
O apóstolo Paulo escrevendo aos romanos, Rm 16.3, referindo-se ao casal Áquila e Priscila , expressa sua gratidão dizendo: “Os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça e isto lhes agradeço”.
Há homens, hoje no nosso país, imbuídos dos melhores propósitos em ser útil ao povo no desempenho sério de suas atividades, mesmo tendo que arriscar sua própria cabeça.
Que a nação brasileira possa entender os desígnios do Senhor para esta terra e escutar os pastores sábios e corajosos que proclamam o evangelho da salvação de forma plena, mesmo enfrentando processos judiciais e ameaças físicas ou experimentando o desconforto da depreciação, por serem pregoeiros da santidade, da moral e dos bons costumes.
Que as autoridades que fazem a justiça e a polícia brasileira, nos seus diversos níveis, possam com ousadia e seriedade, enfrentando os mais diversos tipos de tentativas de comprometimento de seu trabalho e ameaça pessoal, exercitarem com competência suas atividades em benefício do Brasil, tornando-se exemplo patriótico, referência para uma juventude que logo estará no comando.
“E aí, então, poderemos comparar uma casa que seja o nosso lar a um país que seja a nossa pátria. ISSO É SER UMA FAMÍLIA, ISSO É SER UM POVO.”
“A integridade é uma couraça que não te protege das dores, mas te livra da vergonha.”
(Citação de Bianca Toledo em A história de um milagre)

Sl 33.12 – “Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança.”

Ev João Batista

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