Terremotos no Nepal: Mal ou Bem?

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Aconteceu18-01 (1)

No dia 24 de abril o Nepal foi abalado por um forte terremoto que alcançou 7,8 graus de magnitude. Os tremores chegaram a ser sentidos na Índia, Bangladesh, Paquistão e China, e foi o mais violento a atingir o país em 81 anos.

As autoridades calculam cerca de 8.500 mortes, 20 mil feridos e 450 mil pessoas refugiadas por medo de novos abalos. Alguns edifícios considerados patrimônio mundial pela UNESCO foram destruídos. Vários países como Austrália, Estados Unidos e Rússia expressaram solidariedade e enviaram apoio. As últimas notícias informam que novos tremores ainda estão acontecendo.

Tragédias como esta trazem a lume um dos dilemas mais difíceis para o ser humano: a existência do sofrimento. Há quem veja incompatibilidade entre a existência de Deus e da dor. Filósofos como Epicuro enxergavam nisto uma contradição.

A verdade é que a maior parte do sofrimento que existe no mundo é causada pelas atitudes humanas. Deus nos criou dotados de livre-arbítrio para que possamos expressar o amor. Não é possível a manifestação do amor sem a capacidade de escolha. Entretanto, esta liberdade abre a possibilidade para a desobediência e dessa forma o homem acaba praticando o mal. Daí surge o orgulho, a ganância, a inveja, a corrupção, a violência, dentre outras. Tudo isto gera enorme sofrimento.

Contudo, existem circunstâncias que não foram proporcionadas pela ação humana, como inundações, furacões e terremotos. Estas geralmente decorrem de eventos que mantêm o equilíbrio adequado da natureza. Por exemplo: os geólogos explicam que os terremotos são necessários para aliviar a pressão interna da Terra, impedindo que o planeta exploda. Este equilíbrio foi planejado pelo próprio Deus. Portanto, mesmo quando a ação de um terremoto resulta em uma horrível tragédia, ele ocorreu em prol de um bem maior.

É fundamental observar que numa tragédia como esta ocorrida no Nepal, ainda que tenha ocasionado enorme sofrimento, também produziu uma manifestação de amor incalculável. É inegável que o mal causado deu oportunidade para as mais sublimes e indescritíveis manifestações do bem. Uma multidão de pessoas e diversos países se mobilizaram para prestar socorro. Ver uma densa quantidade de pessoas empreendendo todos os esforços, tempo e dinheiro, para salvar uma única vida, nos dá uma magnífica lição do quanto a vida é importante. Também nos mostra quanto amor o homem é capaz de expressar.

Isto prova que, ao contrário do que muitos pensam, Deus tem os mais nobres propósitos quando permite que as catástrofes aconteçam. O escritor cristão C. S. Lewis no ensina que “Deus cochicha conosco nos prazeres, mas grita conosco nas nossas dores: a dor é o seu megafone para acordar um mundo moralmente surdo”.

Deus não tem compromisso com uma vida de calmaria. Ele não nos isenta da dor, mas nos ajuda na dor. No capítulo 16 do evangelho de João, Cristo disse: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. O apóstolo Paulo afirma que “a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2 Co. 4:17)

Jó sofreu terríveis males mesmo sendo um homem íntegro, reto e temente a Deus. O Senhor permitiu que ele passasse por provas terríveis, porém ao final de tudo, o próprio Jó confessou o quanto valeu a pena tudo o que suportou, pois tornou-se mais sábio e passou a conhecer a Deus pessoalmente.

O mal e o sofrimento nas nossas vidas não vêm para nos destruir, mas para nos aperfeiçoar. Elas não existem para nos afastar de Deus, mas para nos aproximar. O Deus que nos permite viver tragédias é poderoso para nos fazer sairmos dela ainda melhores.

Oremos com fervor pelas vítimas desta catástrofe!

Fontes da notícia: sites Globo, Exame, Notícias R7 e Wikipédia

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