200 anos da Batalha de Waterloo

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Aconteceu21-01

Há 200 anos ocorreu a histórica Batalha de Waterloo. O confronto ocorreu em 1815 entre as tropas do imperador francês Napoleão Bonaparte e as forças britânicas lideradas pelo Duque de Wellington.

Na última quinta-feira, 18 de junho, data exata do acontecimento, foi realizada uma encenação com o objetivo de relembrar o fato. A representação ocorreu na Bélgica, lugar onde o combate aconteceu, e contou com a participação de milhares de atores devidamente caracterizados como os militares da época.

Os anfitriões das comemorações, o rei e o primeiro-ministro da Bélgica aproveitaram a ocasião desta quinta-feira para saudar a União Europeia, e descreveram Waterloo, marcada por grandes perdas, como um divisor de águas no desenvolvimento de sistemas de gerenciamento dos muitos estados do continente.

Em um gesto simbólico, descendentes do comandante inglês, Duque de Wellington, e do imperador francês Napoleão Bonaparte, apertaram as mãos em demonstração da paz que atualmente existe entre as nações que antes conflitaram. Segundo o premiê belga, Charles Michel, “aqueles que ontem eram inimigos se tornaram os aliados mais próximos. Não é uma batalha, mas uma reconciliação o que quero celebrar hoje”.

A Batalha de Waterloo foi o último grande conflito das Guerras Napoleônicas. Ocorreu ao final dos Cem Dias, período em que Napoleão havia retornado ao poder na França após o exílio na ilha de Elba. Dispostos a removê-lo do trono de uma vez por todas, diversas potências europeias, como Inglaterra, Rússia, Prússia e Áustria formaram uma coalizão contra a França. No dia 18 de junho de 1815, o exército de Napoleão, formado por 72 mil homens, marchou contra os aliados que contavam com 120 mil homens liderados pelos britânicos. Napoleão sofreu uma derrota fragorosa, que posteriormente resultou na sua rendição e novo exílio, desta vez na ilha de Santa Helena, onde morreu em 1821.

Waterloo é um exemplo da inconstância da vida. Há momentos de guerra e de paz. Mas, o verdadeiro cristão está preparado para as vicissitudes. Temos a paz interior por meio de Cristo Jesus e nele encontramos forças para vencer as batalhas (Rm 5.1).

O fato histórico também nos mostra que por maiores que sejam os conflitos, Deus sempre pode estabelecer a paz. O patriarca Jacó em certo momento da sua vida esteve envolvido num conflito com seu irmão mais velho Esaú. A inimizade entre os dois começou porque Jacó roubou a primogenitura de Esaú, que intentou matá-lo. Jacó, então, fugiu a Padã-Arã e teve mulheres, filhos e muitos bens, até que Deus o orientou a retornar à casa de seus pais. Quando ele se aproximava de Seir, terra habitada pelo seu irmão Esaú, este saiu ao seu encontro com quatrocentos homens. Jacó temeu muito, pois acreditava que seu irmão mais velho queria guerra, por isso se inclinou à terra sete vezes. Esaú, então, contrariando a expectativa de Jacó, correu-lhe ao encontro, e o abraçou, e laçou-se sobre o seu pescoço e o beijou; e os dois choraram celebrando a união. O conflito que existia entre aqueles dois irmão cedeu lugar à paz.

Assim é em nossas vidas. O mundo dá voltas e Deus transforma os litígios em acordos. O maior dos conflitos foi resolvido quando Jesus Cristo trouxe reconciliação entre Deus e o homem. Por meio dele temos livre acesso ao pai e se nos prostrarmos diante dele receberemos completo perdão pelos nossos pecados e viveremos em paz (2 Co 5.19).

Fontes da notícia: Sites – Veja; Globo; e Terra.

André Falcão

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