CRACK – UM ESTALO CREPITANTE DESTRUINDO VIDAS

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Aconteceu 20-01

Segundo pesquisa da jornalista Naiara Magalhães e Alberto de Camargo, o álcool destaca-se como “a droga da entrada”e suspende a “porta da censura” para o uso de outras substâncias, como a maconha, a cocaína e o crack.

Nos últimos anos, o crack vem dividindo com o álcool o lugar de prioridade nas preocupações dos que atuam no combate ao abuso e à dependência de drogas. Na população brasileira, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas, entre adultos e adolescentes, já usou crack pelo menos uma vez, correspondente a 0,7% da população, em 2005, em levantamento efetuado pelo CEBRID/UNIFESP ( Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo).

O crack está presente em 90% dos municípios do país e seis de cada dez usuários tornam-se dependentes da substância, segundo verificou a Confederação Nacional dos Municípios Brasileiros.

O crack nada mais é que uma versão mais poderosa da cocaína. É produzido na forma de pedras, que aquecidas a 95ºC em cachimbos, latas ou tubos de PVC, exalam uma fumaça rica em cloridrato de cocaína – o princípio ativo da droga – de cheiro doce e “gosto indescritivelmente bom”, como (in)definem os usuários. O nome da droga tem origem no ruído crepitante produzido, quando a pedra é aquecida para ser fumada – crakc , em inglês, significa “estalo”.

(Não) por acaso, crack também tem o sentido de “quebra”, “ruptura” – o que reflete bem o efeito da droga na vida da maioria das pessoas que fazem uso dela.

O risco de desenvolver dependência do crack é duas vezes maior que o risco de se viciar na cocaína em pó.
A cocaína em pó é absorvida pela mucosa do nariz e depois que a pessoa “cheira duas ou três vezes”, a capacidade de absorção da mucosa nasal é diminuída e o efeito da cocaína, reduzido. Jà a fumaça do crack é absorvida pela ampla superfície dos pulmões, cuja área equivale à de uma quadra de tênis, se esticada, e funciona com muita eficiência, porque tem de garantir, na respiração, as trocas de gases fundamentais á vida.

Uma vez inalada, a fumaça do crack causa um bem-estar intenso. O usuário fica eufórico, hiperativo, tem a sensibilidade aguçada para barulhos e movimentos, perde a sensação de cansaço e o apetite.

Com o tempo de uso, aos efeitos agradáveis proporcionados pelo crack vão se juntando os efeitos ruins. E aí o sujeito se sente exausto, deprimido, inquieto, irritado,agressivo, desenvolve a paranóia, tem delírios de perseguição, tem alucinações e chegam a ouvir inexistentes sirenes de viaturas policiais logo depois de dar a primeira tragada.

No médio e longo prazo, os danos físicos também aparecem. Vão desde queimaduras e bolhas nos dedos, degeneração muscular – que, somada à redução de apetite causada pela droga, traz uma aparência esquelética ao usuário frequente -, dores no peito, febre e tosse seca com eliminação de sangue, podendo chegar a arritmias cardíacas, derrames, infartos, convulsões, bronquite, edemas pulmonares e destruição e alteração das células cerebrais, o que pode causar problemas de memória, crises de pânico e depressão, aumentando assim, os riscos de suicídio.

O acompanhante na recuperação de drogados, Dr, Thiago Machado, diz que o usuário de crack não se ama, não ama ninguém. Só idolatra aquela droga. Até que um dia acorda e se pergunta: O QUE EU FIZ ?

O hábito de usar drogas em excesso é considerado um tipo de transtorno mental porque essas substâncias atuam no cérebro, provocando alterações no humor, na consciência e no comportamento, e podem causar dependência , comprometendo a saúde, a vida prática e as relações das pessoas que fazem uso dela e dos que estão a sua volta.

Dentre os tantos tratamentos que instituições humanitárias se doam para obter melhoras e curas para estas pessoas escravizadas pelo vício do alcoolismo, a Igreja não se furta em ajudar a resolver o problema. Inúmeras casas de recuperação espalhadas por todo o Brasil, de forma anônima mas efetiva, têm contribuído com os efeitos regeneradores da Palavra de Deus sobre vidas destruídas que estão sendo resgatadas.

(No Brasil o programa”Crack, É Possível Vencer” é uma parceria entre as esferas do poder federal, estadual, municipal e a sociedade civil. Até 2014, o Governo Federal aplicou apenas r$ 1,9 bilhão dos r$ 4 bilhões anunciados em 2011. O diagnóstico é da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que compilou dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).
No documento, o órgão mostra a diferença entre os equipamentos prometidos e entregues nos eixos de cuidado e prevenção até novembro.
Dos 308 consultórios de rua previstos, 123 estavam em atividade. Dos 175 Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) com funcionamento 24 horas, apenas 59 estavam em atividade. De 3.600 leitos de internação previstos, apenas 800 estavam disponíveis. – JORNAL O POVO, de 23/03/15).

A Bíblia nos mostra consequências ainda mais graves, porém, nos dando a esperança de uma restauração acima de todas as expectativas.

Em Corinto se a embriaguez escancarava a porta de acesso para a prática dos mais variados excessos, também alertava Paulo que com essa mesma embriaguez perdia-se o PASSAPORTE de entrada para a Pátria Celestial, consequentemente indo para o inferno. Porém em 1Co 6.11, o apóstolo dos gentios apresenta a “extraordinária” condição que a nova conduta, após conhecerem a Jesus, pessoas que antes eram consideradas irrecuperáveis, agora apresentavam-se “curadas”, lavadas, santificadas, justificadas, possuidoras do passaporte para as “mansões celestiais”.
“SEDE SÓBRIOS E ESPERAI INTEIRAMENTE NA GRAÇA QUE SE VOS OFERECEU NA REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO” (1ª Pe 1.13)

Um conselho prático nos dá a Bíblia, apontando para a segunda vinda do Senhor Jesus, em Rm 13.13, nos incentivando a cumprir os nossos deveres:
Rm 13.13,14- ANDEMOS DIGNAMENTE, COMO EM PLENO DIA, NÃO EM ORGIAS E BEBEDICES, NÃO EM IMPUDICÍCIAS
E DISSOLUÇÕES, (impudicícias é falta de pudor) , NÃO EM CONTENDAS E CIÚMES;

Que bom seria que fôssemos um povo mais afeito a leitura da Bíblia, mais interessado na leitura informativa do que ocorre nos bastidores da direção do nosso país, do nosso estado, da nossa cidade.

Tão grave quanto a embriaguês causada pelas drogas é o descuido que as autoridades têm tido com a população em suas necessidades básicas.

Mais grave que o descuido material é a destruição moral de um povo obrigado pela necessidade e ignorância, cair na malha da imoralidade semi constitucionalizada. Estão erotizando a infância do nosso país.

Senhor escuta o nosso clamor pelas crianças do Brasil, Senhor te pedimos pela família brasileira!

 

 Ev João Batista

 

FONTES : NÃO É COISA DA SUA CABEÇA/ Naiara Magalhães; José Alberto de Camargo – Editora Gutemberg,2013
Resumo Crítico do Capítulo 5
Cadeira do STCF – Aconselhamento Pastoral

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