Acordo Nuclear

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Aconteceu24-01

Após anos de negociações, o Irã e as cinco grandes potências mundiais conseguiram fechar, na terça-feira, 14 de julho, na Áustria, um acordo histórico para limitar o programa nuclear iraniano.

As negociações com as cinco potências (Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) começaram em 2006. O grupo buscava garantias de que o Irã reduzisse significativamente sua atividade nuclear por temer que o país pudesse construir uma bomba atômica.

Conforme as condições estabelecidas pelo acordo, o governo iraniano se compromete a manter o seu programa nuclear apenas para fins pacíficos, reduzir a sua capacidade nuclear e permitir que a Agência Internacional de Energia Atômica inspecione as suas instalações. Já as potências signatárias se comprometeram a reduzir as sanções econômicas ao Irã, liberar o seu patrimônio confiscado, e tirar o país da lista dos países sancionados pela ONU. Caso o país islâmico descumpra os termos do pacto, as sanções podem ser reestabelecidas em 65 dias.

O acordo foi aprovado por vários líderes e chefes de estado, inclusive pelo Vaticano. Contudo, o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o compromisso como “erro histórico”. Segundo o líder israelense, agora o Irã terá o caminho livre para desenvolver armas nucleares e ainda receberá bilhões de dólares para alimentar a sua máquina terrorista. O Irã é um inimigo declarado de Israel. O país já ameaçou apagar os israelenses do mapa e o ex-presidente chegou a declarar que o holocausto nazista, que exterminou milhões de judeus, nunca existiu.

Os estados sunitas da região do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, também veem o acordo com apreensão, pois consideram o Irã (de maioria xiita) um vizinho perigoso e agressivo. Eles acreditam que este país terá mais dinheiro e armas para fornecer aos grupos armados que financia na região, como as milícias xiitas no Iraque e o Hezbollah, a força militar libanesa que vem também dando apoio ao aliado iraniano na guerra civil da Síria.

No mundo, constantemente são celebrados acordos que aparentemente são de paz, entretanto estão recheados de más intenções. O homem, infelizmente possui a sórdida capacidade de utilizar a mentira para alcançar os seus maus intentos. No segundo livro de Reis, a Bíblia nos mostra o exemplo do pacto selado entre Acabe, rei de Israel, e Ben-Hadade, rei da Síria. Deus prometeu que entregaria Ben-Hadade nas mãos de Acabe, porém, após consumada a vitória, o rei de Israel, em vez de dar cabo da vida do rei da Síria, selou um pacto com este. Ben-Hadade se comprometeu a devolver as terras de Ramote-Gileade, e Acabe prometeu não mata-lo. Passados três anos, o rei da Síria não cumpriu sua promessa e Acabe resolveu tentar reaver as terras de Ramote-Gileade à força, mas morreu na batalha. O pacto selado pelo rei de Israel, sem a aprovação de Deus, resultou na sua morte.

Não sabemos quais serão os desdobramentos desse acordo celebrado com o Irã. Isto só o tempo dirá. Contudo, precisamos nos colocar em oração por Israel que cada vez mais vê os seus inimigos declarados serem fortalecidos. Também não podemos deixar de orar pelo Irã, um dos lugares mais fechados para o evangelho, e por todo o mundo para que haja a paz.

André Falcão

Fontes da notícia: Sites – Globo; e BBC

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