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Sexta-feira, 31 de julho, prefeituras de grande parte do país e aproximadamente 130 municípios cearenses, paralisaram suas atividades. Coleta de lixo, funcionamento de obras, delegacia de trânsito, casas do cidadão e atendimento não emergencial nos hospitais, estiveram entre os serviços não ofertados aos moradores durante todo o dia. Na maioria destas cidades, apenas a emergência hospitalar funcionou normalmente. A causa da manifestação? Cortes e atrasos em repasses financeiros estaduais e federais.

A cidade de Fortaleza e muitas outras do nosso estado e do país não tomaram parte da paralisação. Os analistas se dividem entre a concordância e a reprovação de tal atitude. A intenção era chamar a atenção das contas municipais e cobrar principalmente do Governo Federal. Entretanto, segundo especialistas no assunto, muito, muito da responsabilidade está nas mãos dos próprios administradores das cidades. Má administração dos recursos públicos, quase 100% vindo do Governo Federal, mistura de politicagem, conveniência, desleixo e incompetência, são a causa da baixa produtividade da grande maioria dos municípios o que provoca o baixo recolhimento de tributos, gerando o atraso e corte em repasse do Tesouro Nacional e Estadual.

Nesta mesma semana, três dias antes, no dia 28 de julho, na campanha de oração do campo AD CIDADE, foi a vez de intercedermos especificamente pelo Brasil, pelos políticos e pela economia.

Estima-se que as eleições municipais do ano que vem serão muito menos caras do que as anteriores. Espera-se que haja cautela, nos gastos públicos não só por causa da crise econômica, mas também por causa dos naturais cuidados que os financiadores vão tomar diante dos desdobramentos das atuais investidas da justiça brasileira.

Alguém já disse que a semelhança entre o “dinheiro e o segredo” é que ambos são difíceis  de controlar. Para o falar a Bíblia recomenda precaução, (“todo homem seja tardio para falar” Tiago 1.19) e na administração de obras, a Escritura recomenda planejamento (calcular a despesa e verificar se tem dinheiro suficiente para concluir, segundo Lucas 14.28 ).

O mercado político se prepara para uma campanha mais controlada, nos parâmetros da legalidade. O assunto corrupção domina hoje os círculos de conversa, Brasil afora. Se a corrupção “sempre existiu”, como dizem alguns, isso não é motivo para que se aceite como normal o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito e negócios irregulares, públicos ou privados, à custa do prejuízo de milhões de cidadãos brasileiros. Foi destaque, nestes últimos dias a iniciativa do Ministério Público Federal (MPF), que lançou a campanha “10 Medidas contra a Corrupção”, observando que o fenômeno é sistêmico, exigindo mudanças estruturais.

O MPF compreende que o problema não atinge apenas instituições públicas, alertando para a necessidade de acabar com o “círculo vicioso” da corrupção privada e pública. As medidas apresentadas pelo, MPF visam criminalizar o enriquecimento ilícito; aumentar as penas para os corruptos e tornar o crime hediondo, quando envolver valores altos; tornar mais rápido os processos penal e civil; fechar as “brechas” da lei, por onde criminosos escapam; e criminalizar o uso do caixa dois em campanhas eleitorais, entre outras providências

No entanto, para implementar as medidas, é necessário mudar algumas leis e criar outros mecanismos para apertar o cerco contra a corrupção. Assim, o MPF pretende apresentar ao Congresso Nacional um projeto de iniciativa popular detalhando as medidas acima. Para isso, começou-se a coleta de assinaturas, pois a lei que regulamenta a iniciativa exige a subscrição de pelo menos 1% dos eleitores, o que corresponde a mais de 1 milhão e quatrocentas mil assinaturas, de modo a permitir que a propositura comece a tramitar. Sem dúvida, esta é uma iniciativa que merece o apoio do cidadão brasileiro.

Cremos nos jovens desta nação, cremos no poder da boa orientação cristã, cremos no bom exemplo daqueles que detêm a posição de liderança no lar e na igreja, e que o exemplo seja a ferramenta que alavanque a melhoria moral e espiritual do nosso país. Vemos no ensinamento bíblico, a orientação com base na seriedade  de uma liderança experiente a uma liderança jovem que assume  com temor e vigor, a responsabilidade a si confiada: ”Ninguém despreze a tua mocidade, pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza.” 1 Tm 4.12

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