A crise e os novos hábitos

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Aconteceu28-01

Pesquisa da CNI – Confederação Nacional da Indústria – revelou que mais da metade brasileiros, 57%, mudaram hábitos de consumo ou planejamento financeiro por causa da crise econômica e outros 21% disseram que pretendem fazer o mesmo.

Segundo os pesquisadores, esse número é maior do que o registrado na crise de 2008 e 2009. Entre as mudanças nos hábitos de consumo mais citadas estão: pesquisar mais preços antes das compras, mudar o lugar de consumo, trocar produtos por similares mais baratos, adiar a compra de bens de maior valor e reduzir as despesas da casa.

Constatou-se, ainda, que seis em cada dez brasileiros afirmam ter perdido o poder de compra nos últimos 12 meses, o acaba produzindo endividamento. Além disso, 44% dos entrevistados alegam que passaram por situação de desemprego nos últimos 12 meses.

A pesquisa foi realizada no período de 18 a 21 de junho deste ano, e foram entrevistadas 2 mil pessoas em 141 municípios.

De acordo com o IBGE, o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo – dos sete primeiros meses deste ano acumulou 6,83%, sendo a maior taxa para um período entre janeiro e julho desde 2003. Essa conjuntura de preços elevados faz com que os consumidores busquem alternativas para o consumo e serviços. Segundo a empresa de estudos de mercado GFK, a primeira a mudar foi a classe C, que sofre maior impacto dos preços e já está acostumada a essas estratégias.

No século 18 a.C houve uma intensa crise no mundo devido à estiagem. Sete anos de fome assolaram a terra, contudo Deus revelou antecipadamente tal circunstância a José do Egito por meio do sonho de Faraó. Sob a liderança de José, os egípcios alteraram decisivamente os hábitos do reino e se preparam para crise, de sorte que todos os povos da terra vinham comprar mantimentos com eles.

Mudança ainda mais profunda ocorreu entre os judeus durante o exílio babilônico no século VI a.C. O povo de Deus foi subjugado por causa das suas práticas idólatras que afrontavam a lei de Moisés. Foi um período de grande aflição e tristeza, porém, após décadas no cativeiro, a idolatria foi definitivamente extirpada do convívio judeu.

As crises que nos assolam geralmente demandam mudanças de hábitos sejam econômicos, físicos ou espirituais. Em certas ocasiões é necessário alterar algo que não está errado, mas que não pode mais continuar do jeito que está. Cortar gastos supérfluos, trocar o imóvel por outro com aluguel mais em conta, deixar de fazer uma viagem tão almejada, economizar água e luz, e consumir alimentos mais baratos são coisas difíceis de serem feitas.

É fundamental, também, que as atitudes incorretas sejam imediatamente identificadas para que sejam corrigidas antes que seja tarde demais. Se as nossas despesas forem maiores do que as receitas, certamente iremos fracassar economicamente. De maneira análoga, se a nossa vida espiritual não estiver de acordo com a Palavra de Deus, estamos fadados à ruína. A questão é que os erros espirituais podem nos conduzir ao sofrimento eterno, e somente Jesus Cristo pode nos livrar desta condenação.

Se a adversidade chegou até você, reflita sobre o que precisa ser alterado. Se a sua vida está de acordo com a vontade de Cristo, permaneça firme e não esmoreça. Ore sempre pela nossa nação e pelos nossos governantes. Persevere na fé, pois, como diz o Pastor Hilquías Benício, o país pode estar em crise, mas a Igreja está em Cristo.

André Falcão

Fontes da notícia: Sites – EBC; Globo; IBGE; e Diário de Pernambuco.

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