A justiça, o estado e o cristão

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“Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer à autoridade? Faze o bem e terás louvor dela.” Rm 13.3
Esta recomendação foi dada pelo apóstolo Paulo e está em sua carta enviada aos cristãos da capital do Império, Roma, e se encontra no v. 3 do capítulo 13.

Mais de vinte séculos são passados e esta voz continua ecoando por toda a terra.

Pouco mais de cinco séculos de Brasil, somos uma nação perseguida por recordes indesejáveis “de falta de pudor”.

O “quê” escutam nossas crianças sobre autoridades, nas conversas cotidianas de seus pais ?
Muitas não ouvem por não terem pais, outras tantas por não terem cotidiano, pois o que lhes acontece hoje seria bom que não se repetisse amanhã.
Parece não ser satisfatório o número de pais que conversam e que são exemplos para os “pequeninos”, no quesito “bom relacionamento com autoridades”.
Não ter medo da autoridade é acima de tudo respeitar a norma.  Fazer “o bem” é procurar ser justo no quesito “confiança” diante do superior que  lhe encarregou de algo lícito, como em frente ao subalterno que depende de suas ordens e ações.

Moisés apresenta o Setor Jurídico de Israel, em Dt 1.16-18: “Naquela ocasião ordenei aos seus juízes: Atendam as demandas de seus irmãos e julguem com justiça, não só as questões entre os seus compatriotas mas também entre um israelita e um estrangeiro. Não sejam parciais no julgamento! Atendam tanto ao pequeno como o grande. Não se deixem intimidar por ninguém, pois o veredicto pertence a Deus. Tragam-me os casos mais difíceis e eu os ouvirei. Naquela ocasião eu lhes ordenei tudo o que deveriam fazer.”
Para a nação , nossas causas devem estar possivelmente no rol das pequenas, mas nem por isso isoladas de providências para ajustes, mesmo não precisando ir ao magistrado.

Porém, temos visto personagens importantes e importantíssimas na vida pública e privada do país diante do tribunal revelando suas práticas de desvios funcionais.  Alguns nos inspiravam, quem sabe, a acreditar que não presenciaríamos o agravamento da ruína material e intelectual da nossa educação, das universidades às creches, a agonia da saúde, dos postos aos hospitais e a segurança inoperante que as estatísticas friamente não se encabulam de mostrar, temos sido surpreendidos com estes personagens expondo suas práticas ilícitas, cujas  consequências  recaem sobre o povo, especialmente os mais pobres, indoutos e necessitados.
Se você é um advogado, juiz, oficial da polícia, funcionário público, soldado, assistente social ou algum representante do povo que foi eleito para um cargo público, ou trabalha no Governo da nação em qualquer outra posição, você tem um chamado muito nobre de Deus. Justiça e retidão são os pilares do Reino de Deus. Você é desafiado pelas Escrituras a ser uma extensão de Deus para trazer Justiça ao povo para o qual você trabalha.

Ainda no capítulo 13 da carta de Paulo aos romanos, no versículo 4 é dito assim: “visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, SE FIZERES O MAL, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.” Observemos o que comenta o Dr. Russell Shedd, sobre a expressão “vingador, para castigar”: O Estado tem a função e dever proibidos ao cristão. (Cfe.Rm 12.17-19).Como diz Landa Cope, em Modelo Social do Antigo Testamento: “Não importa se você, como,Salomão, trabalha em um sistema que é justo ou se trabalha em um sistema que é, em parte ou completamente, injusto, como era para José e Daniel. Você tem um chamado de Deus para lutar pelo nível mais elevado possível de Justiça dentro desse sistema. Como seria uma nação em que todos os profissionais cristãos, na sua área,  fizessem disso sua paixão e seu chamado? Deus pode começar com uma pessoa apenas. Você é essa pessoa?”

Podemos concluir que no desempenho de nossa atividade por mais simples que possa parecer, como seguidores de Jesus, temos como contribuir decisivamente para o fortalecimento da nossa nação, discipulando aos que nos cercam , aplicando o que o apóstolo Paulo nos ensina em Cl 3.23,24 – “E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens, 24 sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.”

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