Aborto não é solução, é problema!

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Aconteceu41-01

No dia 3 de outubro, foi realizada em Fortaleza a 7ª Marcha pela Vida, no Aterro da Praia de Iracema.

Cerca de 10 mil pessoas expressaram a posição contra o aborto e defenderam o direito à vida, propondo a entrega das crianças para adoção como uma alternativa. O evento contou com a participação de artistas, cantores evangélicos e políticos como o Senador Magno Malta.

A Biologia define que a vida se origina na concepção. Portanto, o feto no ventre da mãe, mesmo que tenha apenas alguns dias, é considerado uma vida pela ciência. Portanto, o feto não é um prolongamento do corpo da mãe, mas sim um ser independente com vida própria.

No âmbito jurídico, a Constituição Federal prevê a inviolabilidade do direito à vida. O Código Civil prescreve, no art. 2º, os direitos do nascituro desde a concepção. E o Código penal, no art. 124º, considera aborto como crime. Apesar disto, as permissões para realizá-lo têm sido ampliadas pelo Poder Judiciário e até pelo Executivo.

Quando falamos sobre aborto temos em questão dois direitos: um é o direito à vida do bebê, e o outro é o direito da mulher sobre o seu próprio corpo. Dentre estes dois, é evidente que o direito à vida do bebê tem preferência em relação ao da mulher. A mulher pode fazer o que quiser com o seu corpo, mas não com o corpo da criança, esteja ela no seu ventre ou não.

Os defensores do aborto alegam que a descriminalização possibilitaria evitar as mortes de mães que o realizam, e estabelecer uma política de planejamento familiar visando a redução do procedimento. Entretanto, em países como a Polônia ocorreu exatamente o oposto: foi a proibição do aborto que reduziu a mortalidade materna.

No Brasil, a única estatística sobre o número de óbitos por aborto é do DATASUS: 141 óbitos em 2013, incluídos os abortos não punidos por lei. O número é inferior aos óbitos de mulheres por picadas de animais peçonhentos e poderia ser reduzido se houvesse fiscalização para fechar as clínicas que o realizam.

Vale destacar que não é necessário descriminalizar o aborto para que o governo realize uma política de redução. O Chile, com uma das legislações mais restritivas, reduziu a mortalidade materna de 275 por 100 mil nascidos vivos em 1960, para 18,7 no ano 2000.  A verdade é que a descriminalização do aborto proporcionará um aumento gigantesco desta prática. A Dra. Lenise Garcia, médica e professora da Universidade de Brasília, afirma que isto vem acontecendo na Espanha e em Portugal, onde os médicos constataram que há mulheres de 18 anos que já fizeram três abortos. Situação semelhante ocorre nos Estados Unidos, onde a legalização do ABORTO criou uma indústria milionária de clínicas especializadas que realiza um número 15 vezes maior do que quando era proibido.

Mesmo legalizado, o aborto é sempre um procedimento cirúrgico extremamente traumático para a mulher e deve ser desestimulado pelo Estado. Continua a haver chance de insucesso e, ainda que bem-sucedido, aumenta a incidência de depressão, Síndrome Pós-aborto, suicídio, cânceres, aborto espontâneo, hemorragias e diversas condições que podem levar ao óbito. Não existe aborto seguro!

O caso de gravidez decorrente de estupro, apesar de bastante raro, é usado maldosamente para tentar ludibriar a sociedade. Porém, nessa situação, já há duas mazelas que são uma mulher que foi vítima da violência sexual e o estuprador que é um delinquente. Será que a melhor solução é matar a criança inocente que está no ventre e criar mais um trauma pra mãe por meio do aborto?

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