30 anos de Chernobyl

Voltar

020516 - Aconteceu-01

Há 30 anos ocorreu o pior acidente nuclear da história, na cidade de Chernobyl, localizada ao norte da Ucrânia.

A catástrofe ocorreu devido a uma sequência de explosões na Usina Nuclear, que lançou grandes quantidades de partículas radioativas na atmosfera, espalhando a radiação por boa parte da União Soviética e da Europa Ocidental.

Durante a década de 70, a União Soviética construiu a Usina Nuclear com quatro reatores, em Chernobyl, na Ucrânia, que até então se chamava República Socialista Soviética Ucraniana.

Em 26 de abril de 1986, devido a uma mistura de falhas humana e técnica durante um teste de capacidade, ocorreu uma explosão no reator número quatro, seguida de outras explosões, que liberaram urânio e grafite na atmosfera. O resultado foi uma enorme nuvem radioativa, muito maior do que a radiação liberada pelas bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, no final da Segunda Guerra Mundial. Os moradores da cidade ficaram expostos a um nível de radiação 50 vezes maior do que o aceitável. A tragédia foi classificada como evento de nível 7, a classificação máxima na Escala Internacional de Acidentes Nucleares.

 Cerca de 30 trabalhadores morreram no local do acidente. Bombeiros, jornalistas e trabalhadores que chegaram logo em seguida foram expostos a doses letais de radiação e faleceram nos meses seguintes. Outras 43 mil pessoas foram retiradas da cidade até o dia seguinte, e cerca de 140 mil de toda a região nos 10 dias posteriores. Contudo, o incêndio na usina só acabou em 06 de maio, após 1.800 helicópteros despejarem cerca de cinco mil toneladas de material extintor como chumbo e areia. As autoridades soviéticas tentaram encobrir o fato, mas os altos níveis de radiação foram detectados em outros países.

Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas emitido em 2005, até aquele ano 56 pessoas morreram – 47 trabalhadores acidentados e nove crianças com câncer – e estimou-se que cerca de 4 mil pessoas morreriam de doenças relacionadas ao acidente. Entretanto, esses números são contestados por várias instituições. A ONG Chernobyl Union estima que 35 mil pessoas morreram e 90 mil apresentaram sequelas. O fato abriu uma discussão mundial sobre os perigos da produção de energia nuclear.

A obsessão do homem por expressar o seu poder a qualquer custo produziu tragédias como esta ao longo da história. A ganância somada à irresponsabilidade custou milhões de vidas por meio de guerras, acidentes e políticas nefastas. Na época do acidente em Chernobyl, a União Soviética não media esforços na tentativa de se consolidar como a potência mundial e de expandir o comunismo.

Contudo, esse desejo humano tem sido contido por Deus desde as nossas origens. Basta lembrar o episódio da Torre de Babel, onde os homens se juntaram com o intento comum de alcançar os céus, mas foram detidos quando Deus os confundiu, criando linguagens diferentes. Às vezes é necessário que tragédias aconteçam para que a maldade do homem não crie desastres ainda piores.

André Falcão

AD Cidade - Todos os direitos reservados @ 2018 - Site desenvolvido por Leme Digital