Atirador islâmico e o discurso contra cristãos

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Na madrugada deste domingo, 12 de junho, um franco atirador invadiu uma casa noturna frequentada por homossexuais nos Estados Unidos e disparou contra várias pessoas.

Pelo menos 50 pessoas foram mortas e 53 ficaram feridas no atentado que já é considerado o maior massacre a tiros da história dos EUA.

O suspeito de ter cometido os crimes é Omar Saddiqui Mateen, de 29 anos, filho de pais afegãos. Ele utilizou um fuzil de assalto e uma pistola para a execução, e foi morto após troca de tiros com a polícia.

O FBI afirmou que o caso está sendo investigado como “terrorismo doméstico”. Segundo a polícia americana, o atirador fez ligações para o serviço de emergência jurando lealdade ao líder do grupo Estado Islâmico. Ainda segundo a polícia, ele já teria sido interrogado em duas ocasiões por suspeita de ter relacionamento com os terroristas.

Por meio da agência de notícias própria, o Estado Islâmico reivindicou a autoria, ao reconhecer que o responsável pelo massacre era um combatente do grupo. Segundo alguns órgãos de imprensa, ele teria recebido treinamento específico dos radicais.

O episódio é sem dúvida uma tragédia digna de profunda lamentação. É também lamentável que a grande mídia e alguns militantes políticos tentem minimizar o fato de que o crime teve motivação na religião islâmica, e qualifiquem o caso como sendo exclusivamente de homofobia.

Ora, o ódio aos homossexuais é expresso por muitas pessoas, mas nada se compara aos atos de violência cometidos pelos islâmicos.

Aqui no Brasil há ativistas que utilizam estas circunstâncias, como já estão fazendo neste caso, para criticarem religiosos e políticos cristãos, acusando-os de promover o ódio contra gays. Contudo, no nosso país nunca foi registrado um caso de homossexual agredido ou morto em nome de alguma dessas lideranças religiosas ou de Jesus, ao contrário do que acontece nos atentados islâmicos.

As democracias de maioria cristã e judaica (no caso de Israel) são os lugares onde os homossexuais têm mais liberdade e direitos. É de uma malignidade aberrante tentar relacionar cristãos a tragédias como esta. Os cristãos, na verdade, são as maiores vítimas do extremismo religioso, uma vez que as estimativas apontam cerca de 100 mil cristãos mortos por ano, em decorrência de perseguição religiosa.

Não podemos tolerar morticínios como este. Também não podemos admitir que essas tragédias sirvam de palanque para ativistas que militam contra o cristianismo.

André Falcão

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