O mundo em conflito

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A França, na última quinta-feira, 14 de julho, mais uma vez foi vítima de um massacre que ocasionou a morte de dezenas de pessoas.

O Dia da Bastilha era comemorado na cidade de Nice, ao sul do país, quando um caminhão atropelou diversas pessoas que estavam assistindo à queima de fogos. O motorista percorreu cerca de 2 km arrastando pessoas, o que resultou em 84 mortos e 50 em estado gravíssimo. Houve troca de tiros com a polícia que matou o autor dos crimes identificado como Mohamed Lahouaiej – Bouhlel, de 31 anos, nascido na Tunísia e morador de Nice.

Para o governo francês, o ataque tem caráter terrorista. Por meio da agência de notícias Amaq, o grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado e disse que a pessoa ao volante do caminhão era um dos seus “soldados”.

A França está em estado emergência desde os atentados do ano passado e este é o terceiro ataque terrorista aos franceses num período de apenas um ano e meio.

O mundo ainda se sensibilizava com esta tragédia, quando o noticiário passou a divulgar a tentativa de golpe militar ocorrida na Turquia. Na manhã do sábado, 16, parte das forças armadas turcas tomaram as ruas e emitiram um comunicado pelo canal NTV informando que teriam assumido oficialmente o controle do país para supostamente recuperar a democracia. O grupo fez o antigo chefe do Estado-Maior como refém, fechou pontes e decretou toque de recolher e lei marcial.

O presidente Recep Tayyip Erdorgan, que estava em viagem de férias, retornou ao país ao tempo em que comandou a reação. Houve confronto entre as Forças Armadas leais ao governo e o grupo de rebeldes, que resultaram em 265 mortes e 2.839 militares presos, segundo informações mais recentes.

De acordo com o governo turco, os golpistas foram derrotados e a situação foi controlada. O presidente da Turquia declarou que quer pena de morte, como punição para os envolvidos na insurgência.

Vale lembrar que no mês passado a Turquia sofreu um atentado terrorista no aeroporto de Istambul onde 44 pessoas foram mortas e 200 feridas.

Longe do terrorismo religioso, mas tão execrável e nefasto quanto este, um tiroteio ocorrido neste domingo, dia 17, no estado americano de Luisiana deixou três policiais mortos e outros três feridos. A que tudo indica, o crime teve motivações raciais, assim como o ocorrido dia 07 de julho em que cinco policiais brancos foram mortos por um atirador negro no Texas. As tensões raciais se aguçaram nos EUA após a morte de dois homens negros por policiais brancos nos estados de Luisiana e Minnesota no dia 06 deste mês.

Estes são apenas alguns dos recentes episódios violentos. Estamos vivendo tempos de conflitos causados por diversos motivos. Em várias partes do mundo há aumento de tensões e acirramento de ânimos. Sem falar dos países que estão em guerra há um bom tempo como a Síria, a Ucrânia e o Iraque. Os líderes mundiais enfrentam grandes dificuldades para gerenciar as crises e chegarem a acordos.

Neste cenário, a Igreja precisa fundamentalmente, intensificar as orações por paz, combater as mentiras disseminadas, e pregar o evangelho da salvação.

André Falcão

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