Mais uma vez o mundo não acabou

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Mais uma profecia enganosa acerca do fim do mundo caiu por terra na última quinta-feira, 29 de julho.

Um vídeo divulgado no Youtube pelo site “End Times Profecie” dizia que um evento cataclísmico aconteceria. O vídeo, que já alcançou mais de 6 milhões de visualizações, afirma que no dia 29 de julho deste ano ocorreria uma inversão nos polos magnéticos da Terra, o que alteraria seu eixo de rotação e causaria sua destruição total. A publicação relaciona o fato a várias profecias bíblicas sobre o final dos tempos.

Não foi confirmado se iria ocorrer a inversão dos polos naquela data, porém a Nasa já havia afirmado em 2011 que tal fenômeno já ocorreu centenas de vezes ao longo da história da Terra e não tem o poder de destruí-la.

De acordo com a agência espacial americana, o evento ocorre porque os polos magnéticos da Terra não são estáveis. Segundo os cientistas, o campo magnético protege os seres vivos da radiação solar e cósmica e foi formado pelo movimento do núcleo do planeta, composto de ferro, rodeado de metais líquidos e quentes, que cria fortes correntes elétricas. Essa energia é a base do eletromagnetismo, que aponta para lugares diferentes de acordo com as mudanças dos componentes do centro da Terra. Acontece que o polo magnético da Terra está se deslocando lentamente a cada ano e tende a se inverter em alguns milhares de anos fazendo com que o ponteiro da bússola aponte para o Sul ao invés do Norte, mas nada que tenha o poder de destruir o planeta.

Não é de hoje que ouvimos falar em falsas previsões do fim do mundo. Em 2012 houve uma euforia mundial sobre uma profecia advinda da civilização maia, que dava 21 de dezembro daquele ano como a data de uma destruição total. No ano de 1999, as pessoas vivam uma grande expectativa, pois havia a probabilidade de, na virada do milênio, os sistemas informatizados reconhecerem o ano 2000 como 1900, o que causaria um verdadeiro colapso mundial chamado de “Bug do Milênio”. Há ainda quem dê crédito às supostas previsões de um alquimista francês do século XVI conhecido como Nostradamus, que teria previsto, dentre outras coisas, uma catastrófica guerra de proporções mundiais.

Vale lembrar que muitos também se arriscaram a prever a Volta de Jesus Cristo. Em 1876, Charles Taze Russell, fundador das Testemunhas de Jeová disse que Cristo voltaria para a Terra em 1914. Além dessa, várias outras previsões semelhantes foram feitas pela seita sem que se concretizassem. O fundador do adventismo, William Miller, previu que Jesus voltaria em 1844. Joseph Smith, fundador da religião mórmon, nos Estados Unidos, também afirmou a líderes da igreja em 1835, que Deus havia dito a ele que Jesus retornaria em 56 anos.

Previsões deste tipo não devem criar expectativa na Igreja, pois Cristo foi categórico quando disse que “daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai” (MT 24:36).  Jesus também disse em Mateus 24.23, que não deveríamos dar crédito quando alguém falasse de falsas aparições a seu respeito. Ademais, no versículo 24, Ele diz que, na verdade, estes falsos profetas e suas falsas profecias constituem um dos sinais da sua volta.

Portanto, ainda que essas previsões enganosas não devam ser tomadas como verdade pelos cristãos, em certo sentido nos lembram que a Volta de Cristo se aproxima. Estejamos vigilantes e preparados para os últimos dias!

André Falcão

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