Jogos olímpicos

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O mês de agosto começou com o maior evento do mundo sendo realizado no Brasil. Entre os dias 05 e 21 deste mês estão acontecendo as Olimpíadas 2016.

A escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos deste ano foi feita pelo Comitê Olímpico Internacional em outubro de 2009. Participam 206 países representados por cerca de 11.500 atletas, competindo em 42 modalidades, que se subdividem em 306 provas. A delegação do Brasil conta com 465 atletas.

É a primeira vez que os jogos acontecem na América do Sul. Estima-se que um bilhão de pessoas assistirão às competições em todo o mundo. O orçamento de gastos soma o total de 39 bilhões de reais, sendo a maior parte constituída de recursos públicos, o que gerou bastante criticas e protestos.

A ideia de um festival esportivo nos moldes das Olimpíadas surgiu na Era Antiga, aproximadamente 2500 a.C., quando os gregos realizavam festivais em honra a Zeus. Porém, a nomenclatura “olímpicos” surgiu na Grécia antiga somente por volta do século VIII a.C, quando os nomes dos competidores passaram a ser registrados.

A decadência dos Jogos Olímpicos da Era Antiga começou em 456 a.C., quando os romanos invadiram e dominaram a Grécia. O espírito original de integração foi aos poucos sendo deixado de lado e as disputas, antes cordiais, passaram a ser encaradas como combates. A última Olimpíada da Era Antiga foi disputada em 393 d.C., quando o imperador Teodósio I proibiu a adoração aos deuses e cancelou os Jogos. Desde 776 a.C. foram realizados 293 Jogos.

Os Jogos Olímpicos ficaram adormecidos por 1500 anos. Em 1896, graças aos esforços do francês Pierre de Coubertin foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos modernos, na Grécia. A edição deste ano, no Brasil, é a 28ª do evento.

Como já foi dito, os jogos olímpicos têm origem numa cerimônia pagã da Grécia em adoração a Zeus, o deus da mitologia grega. Segundo a lenda, Hércules teria fundado os jogos em homenagem a Zeus. A chama olímpica seria referência ao fogo divino que teria sido roubado por Prometeus. Dessa forma, os gregos acendiam a chama nos santuários de Olímpia em homenagem a Zeus e Hera, sua esposa. A cerimônia de abertura dos jogos atualmente ainda é marcada por este simbolismo.

Fica claro, portanto, que os jogos olímpicos não foram feitos para glorificação do nome do Senhor. Apesar disto, é inegável que o esporte proporcione enormes benefícios para saúde humana. Além disso, é fonte de inspiração para vida e contém muitos exemplos de disciplina e superação.

O apóstolo Paulo, ao comparar a vida cristã com a de um atleta, disse: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis” (1 Co 9.24). E nos lembra que “eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”.

Apesar de sua origem pagã, esse grande acontecimento mundial também é uma ótima oportunidade para realização de eventos evangelísticos. Oremos e busquemos introduzir o reino de Deus nos jogos olímpicos. E corramos em direção ao alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fl 3.14).

André Falcão Ferreira

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