Leitura Bíblica – Dúvidas da semana #2

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Pergunta: “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu.”  Mateus 22.29-30

No texto acima, Jesus deu esta resposta aos saduceus para tratar da ressurreição, porém fazendo referência às escrituras (Antigo Testamento). No entanto, não encontrei passagem no A.T que fizesse referência à ressurreição, no sentido de que “seremos como anjos no céu”, haja vista que Jesus repreendeu aos que o questionaram como se existisse alguma passagem nas Escrituras que eles deveriam ter conhecimento, mas não tinham.


Resposta: Quando observamos o contexto da passagem bíblica em pauta percebemos que Jesus não está afirmando que existe um texto sagrado que afirme que “seremos como anjos no céu” (é possível até ter essa interpretação numa leitura preliminar, mas não numa leitura cuidadosa). Os saduceus que não acreditavam em ressurreição dos mortos procurou ridicularizar esta doutrina e, ao mesmo tempo colocar Jesus numa situação difícil diante dos demais grupos religiosos e do público em geral a cria na ressurreição dos mortos.

A resposta de Jesus é uma repreensão contundente aos saduceus. Pois, é impossível conhecer as Escrituras e negar a doutrina da ressurreição que está clara em textos do AT (Is 26.19; Dn 12.2; Jó 19.25-27). Jesus vai mais além, e diz que eles não conhecem nem as Escrituras e nem o poder de Deus, afinal a ilustração que eles usam denuncia a total ignorância da grandiosidade da transformação operada na ressurreição, onde não apenas o corpo é transformado, mas todo o ser, quando os desejos carnais já não mais operam, em contrapartida o amor genuíno reinará. Aliás, quando Jesus afirma que seremos como “os anjos de Deus no céu”, Ele expõe dois erros doutrinários dos saduceus já que eles negavam a existência dos anjos. Vale salientar que não seremos semelhantes aos anjos quanto a natureza dos mesmo, e sim, quanto a ausência dos desejos carnais.

Pergunta: O que tem no inverno e no sábado apontados por Cristo, em Mt 24.20, para ele recomendar que se ore para a fuga da desolação não se dá nesses dias?

Resposta: O contexto é totalmente judaico: “os que estiverem na Judéia…” (24.16). Jesus está falando da desolação (destruição) de Jerusalém.
Portanto, a dificuldade de uma fuga no inverno se daria por conta do rigor do mesmo, com fortes ventanias e muita chuva, bem como o frio rigoroso nas montanha.
Quanto ao sábado, a viagem seria difícil por conta das tradições judaicas quanto a observância do sábado, não só não seriam ajudados, como enfrentaria oposição de religiosos que tentariam impedir a jornada.

Pergunta: Gostaria de saber qual seria a diferença entre os “filhos de Deus” e as “filhas dos homens”, que é mencionado nos versículos 1 e 2 do capítulo 6 de Gênesis.
“Quando os homens começaram a multiplicar-se na terra e lhes nasceram filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram bonitas, e escolheram para si aquelas que lhes agradaram.” ‭‭Gênesis‬ ‭6.1-2‬ ‭NVI‬‬

Resposta: A expressão “filhos de Deus” aos descendentes de Sete, enquanto, “filhas dos homens” se refere aos descendentes de Caim.

Pergunta: Mt 2.1 não diz que os magos eram reis ou que eram em número de três. Há alguma parte da Bíblia que revele, de fato, essa suposta informação? Que aparece, por vezes, até em nossos púlpitos? Ou trata-se apenas de um erro/conjectura fundamentada mais em tradições? A AD Cidade tem um entendimento oficial sobre isso? Qual?

Resposta: O relato bíblico (Mt 2.1-12) não diz quantos magos são, apenas está no plural, portanto, de imediato a suposição se baseia no número de presentes e, posteriormente na tradição que informa que eram 3 e deu a eles os nomes de Melquior, Baltasar e Gaspar. Esses nomes aparecem no Evangelho Apócrifo Armenio da Infância, do fim do século VI, no capítulo 5,10. O texto diz:

Um anjo do Senhor foi de pressa ao país dos persas para avisar aos reis magos e ordenar a eles de ir e adorar o menino que acabara de nascer. Estes, depois de ter caminhado durante nove meses, tendo por guia a estrela, chegaram à meta exatamente quando Maria tinha dado à luz. Precisa-se saber que, naquele tempo, o reino persiano dominava todos os reis do Oriente, por causa do seu poder e das suas vitórias. Os reis magos eram 3 irmãos: Melquior, que reinava sobre os persianos; Baltasar, que era rei dos indianos, e Gaspar, que dominava no país dos árabes.

Pergunta: Pedro foi usado por Satanás em Mateus 16.22-23. A partir do texto em questão, podemos concluir que qualquer cristão que esteja em comunhão com o Senhor pode ser usado pelo Diabo, caso dê brecha ao maligno?

Resposta:Essa passagem bíblica nos serve de alerta quanto a nossa fragilidade. Ele sucede o episódio em que Jesus declara que Pedro recebeu uma revelação do Espírito Santo. Então o que aprendemos aqui é que devemos manter a humildade a medida que somos agraciados por Deus com os Seus dons. Precisamos compreender que a medida que somos usados por Deus não podemos nos esquecer de que não passamos de “vasos de barro”. Pedro após a declaração de Jesus: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus”, ele agora acha que está em posição de repreender Jesus (v. 22). Portanto, cuidado! Quanto mais somos usados por Deus mais cuidado devemos ter com as artimanhas do diabo e com as obras da carne.

Pergunta: Tenho dúvidas em relação a Mt 18.8-9. Nos dias de hoje, como podemos receber essa colocação para nossas vidas?

Resposta: Essa passagem bíblica nos serve de alerta quanto a nossa fragilidade. Ele sucede o episódio em que Jesus declara que Pedro recebeu uma revelação do Espírito Santo. Então o que aprendemos aqui é que devemos manter a humildade a medida que somos agraciados por Deus com os Seus dons.

Pergunta: Parece-me inegável que cristãos podem acumular posses terrenas e serem uma benção para a igreja e o mundo: usando-as de forma piedosa, onde o bem serve ao seu dono e não o contrário. Contudo, em Mt 6.19, Jesus não se limita a mandar/incentivar o ajunte de tesouros no céu, ele expressamente ordena que não se acumule tesouro na terra. Pode-se/deve-se ou não se acumular riquezas na terra? A AD Cidade tem um entendimento oficial sobre isso? Qual?

Resposta: A ordem expressa de Jesus não é o recriminação a conquista de bens e recursos financeiros que são utilizados para o bem estar pessoal, familiar, da comunidade de fé e do próximo. mas uma repreensão severa aos que acumulam riquezas.
O acúmulo de riquezas reflete sentimentos estranhos a fé cristã, como avareza, egoísmo, falta de misericórdia e coisas semelhantes.

 

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